Revista Piauí traz suposta relação do PCC na origem da empresa de Virgínia
A influenciadora Virgínia Fonseca voltou ao centro de uma controvérsia após uma reportagem publicada pela revista Piauí revelar detalhes sobre a origem da WePink, sua principal empresa de cosméticos.
Segundo a investigação jornalística, a WePink surgiu a partir da Pink Lash, rede de estética fundada por Samara Martins e Thiago Stabile, atuais sócios de Virgínia. A reportagem afirma que uma das investidoras da fase inicial do negócio foi Karen de Moura Tanaka Mori, conhecida como “Japa do PCC”, apelido pelo qual ficou conhecida por ter sido casada com um homem apontado pelas autoridades como liderança da facção criminosa Primeiro Comando da Capital.
De acordo com a Piauí, Karen Mori confirmou ter investido cerca de R$ 800 mil na abertura da primeira unidade da Pink Lash. Posteriormente, ela deixou a sociedade, e os empresários Samara Martins e Thiago Stabile fundaram a WePink ao lado de Virgínia Fonseca e do empresário Chaopeng Tan.
A reportagem também informa que a Polícia Federal investiga movimentações financeiras consideradas atípicas envolvendo empresas ligadas à influenciadora. Conforme a publicação, a apuração teve origem em Relatórios de Inteligência Financeira (RIFs) produzidos pelo Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), que apontaram operações que mereceriam análise mais aprofundada.
Até o momento, ainda não há acusação formal de envolvimento de Virgínia Fonseca com o PCC. A investigação busca esclarecer a origem de recursos, a legalidade de operações financeiras e a eventual ocorrência de crimes financeiros, fiscais ou de lavagem de dinheiro.
Em declaração reproduzida pela revista, Virgínia afirmou que conheceu Karen Mori em eventos relacionados à Pink Lash e que não associa pessoas a possíveis envolvimentos criminosos de terceiros apenas por relações comerciais ou convivência social.
O caso segue em apuração pelas autoridades.

