Lei Vini Júnior é aplicada pela 1º vez na Copa do Mundo
Redação
21/06/2026 14:59
, atualizado 21/06/2026 17:16
O meia paraguaio Miguel Almirón entrou para a história dos Mundiais ao receber um cartão vermelho motivado pela nova diretriz disciplinar da Fifa, apelidada de “Lei Vini Jr.”.
O episódio ocorreu durante o tenso confronto entre Paraguai e Turquia, válido pela fase de grupos.
O gesto proibido aconteceu nos minutos finais do primeiro tempo, quando Almirón se envolveu em um bate-boca caloroso com o lateral turco Mert Müldür. Durante a discussão, o jogador paraguaio optou por cobrir a boca com a mão para falar com o rival.
Acionado pelo VAR, o árbitro Iván Barton aplicou o cartão vermelho direto de forma imediata. A medida cumpre à risca a nova norma da Federação Internacional de Futebol (Fifa), implementada em abril por recomendação da IFAB.
Como funciona a nova regra?
-
- Proibição estrita: É terminantemente proibido tapar a boca com as mãos ou com o uniforme durante desentendimentos em campo.
- Foco na transparência: A regra busca impedir o sigilo labial em discussões, permitindo que as câmeras e a arbitragem identifiquem possíveis insultos racistas ou xenofóbicos.
- Alvo específico: A penalidade se aplica apenas a cenários de confronto e atrito. Conversas táticas informais entre atletas do mesmo time continuam liberadas.
A lei ganhou o nome do astro brasileiro após um caso na Liga dos Campeões. Na ocasião, o argentino Gianluca Prestianni, do Benfica, usou as mãos para esconder a boca enquanto proferia ataques racistas contra Vinicius Junior, do Real Madrid. O episódio gerou revolta global e forçou as entidades do futebol a adotarem um protocolo de tolerância zero.
Mesmo com um jogador a menos, a seleção paraguaia garantiu a vitória por 1 a 0, eliminando os turcos do torneio. Contudo, o grande debate pós-jogo girou em torno da rigidez da arbitragem, sinalizando que a Fifa não hesitará em punir o gesto antidesportivo ao longo de todo o Mundial.

