Cerca de 2000 mortos na Venezuela até agora, após terremotos
Redação
30/06/2026 14:06
O cenário no principal porto da Venezuela é de profunda dor e devastação. Após ser atingida por dois terremotos de grande magnitude que destruíram a infraestrutura do país, a cidade costeira de La Guaira enfrenta uma das maiores crises humanitárias de sua história recente. Com o colapso total das estruturas de saúde e dos necrotérios locais, as autoridades forenses foram forçadas a improvisar um centro de triagem e identificação de corpos a céu aberto nos pátios do terminal portuário.
O balanço oficial provisório já aponta cerca de 2 mil mortos e pelo menos 3.000 feridos. No entanto, agências internacionais e a Organização das Nações Unidas (ONU) alertam que a quantidade real de vítimas fatais pode ser drasticamente superior. Diante da gravidade da situação, a ONU já iniciou o envio emergencial de 10 mil sacos para cadáveres.
Colapso e Desespero nas Ruas
No porto de Bolipuerto, dezenas de corpos cobertos por lençóis e plásticos se acumulam diretamente no chão, aguardando que parentes façam o reconhecimento. Para conter o forte odor decorrente do avançado estado de decomposição e do calor da região litorânea, equipes de emergência espalham sacos de cal sobre as áreas afetadas. Muitos moradores, diante da falta de ambulâncias e do bloqueio de vias, estão transportando os restos mortais de seus familiares por conta própria em carros particulares ou macas improvisadas. Hospitalizados sobreviventes dividem espaço com os escombros de prédios que desabaram totalmente.
População Clama por Ajuda e Equipamentos
A lentidão na resposta governamental tem gerado revolta entre os sobreviventes. Sem maquinário pesado suficiente para remover as toneladas de concreto, centenas de voluntários e familiares usam as próprias mãos, picaretas e pás na tentativa desesperada de encontrar sobreviventes sob as estruturas colapsadas.
Em alguns pontos da cidade, moradores formaram cordões humanos para bloquear a passagem de tratores, exigindo que o governo direcione os esforços de forma organizada para os bairros onde centenas de pessoas continuam desaparecidas.
As equipes de resgate correm contra o tempo, enquanto a comunidade internacional se mobiliza para enviar equipes de busca especializadas, suprimentos médicos e água potável para a população afetada.

