Em Pernambuco, população coloca imagem da prefeita e governadora numa privada durante protesto
Redação
21/07/2026 22:53
Cansados de conviver com lama e buracos moradores do bairro de Águas Compridas (Olinda) estão há dois dias em protesto bloqueando totalmente o tráfego na Estrada da Mirueira, via que conecta os municípios de Olinda e Paulista. O ato começou nas primeiras horas da manhã, quando o grupo utilizou galhos, pneus e restos de móveis para atear fogo e impedir a passagem de veículos.
O ato se tornou irreverente quando os moradores colocaram a imagem da prefeita de Olinda, Mirella Almeida, e da governadora de Pernambuco, Raquel Lyra, numa privada.
A Estrada da Mirueira é um corredor de transporte coletivo fundamental para as comunidades locais. Com o bloqueio, linhas de ônibus precisaram desviar suas rotas e trabalhadores enfrentaram longos atrasos. Segundo os manifestantes, a mobilidade na área se tornou insustentável: nos dias de chuva, a pista vira um lamaçal perigoso; nos dias secos, a poeira causa problemas respiratórios crônicos nos moradores.
Promessas sem asfalto
“Estamos abandonados. Carros quebram aqui toda semana, motoqueiros caem nos buracos e as promessas de melhoria nunca saem do papel”, desabafou um dos lideres do movimento. A comunidade exige um plano imediato de recapeamento e drenagem da via, alegando que intervenções paliativas já não resolvem o problema estrutural do local.
O que dizem as autoridades?
As gestões municipais responsáveis pelo trecho se manifestaram sobre o impasse:
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- Olinda: A prefeitura explicou que a requalificação da via depende de um convênio técnico firmado com o Governo do Estado. O município garantiu que o processo para a abertura da licitação da obra está previsto para começar ainda neste semestre.
- Paulista: O órgão informou que a estrada faz parte de um cronograma de estudos de engenharia. Enquanto o projeto final e a licitação definitiva não avançam, a prefeitura prometeu enviar equipes para realizar reparos emergenciais (como a Operação Tapa-Buracos), condicionados à melhoria das condições climáticas.
O Corpo de Bombeiros foi acionado para conter as chamas e, após negociações, a pista foi liberada. Contudo, os moradores prometem novas mobilizações caso as obras prometidas não comecem nos prazos estipulados pelas prefeituras.

