Lula lidera com 40% e Flávio Bolsonaro tem 32% no primeiro turno, aponta Datafolha
Redação
25/07/2026 00:07
, atualizado 25/07/2026 00:27
São Paulo – O cenário para a sucessão presidencial começou a desenhar seus primeiros contornos consolidados. Novo levantamento inédito do instituto Datafolha, divulgado nesta sexta-feira (24), aponta o atual presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na liderança das intenções de voto para o primeiro turno, com 40%. O senador Flávio Bolsonaro (PL) aparece somando 32% da preferência do eleitorado.
Atrás dos dois nomes que polarizam a disputa nacional, os candidatos da chamada “terceira via” ainda buscam tração.
Ronaldo Caiado (PSD) 4%,
Romeu Zema (Novo) e Renan Santos (Missão), tem 3%
Romeu Zema (Novo) e Renan Santos (Missão), tem 3%
Augusto Cury (Avante) 2%.
Samara Martins (UP), Cabo Daciolo (Mobiliza) e Rui Costa Pimenta (PCO) alcançaram 1% cada.
Votos brancos, nulos ou nenhum somam 8%, enquanto 3% dos entrevistados não souberam ou preferiram não responder.
Rejeição é o principal desafio dos líderes
O levantamento também acendeu o sinal de alerta para as duas principais campanhas ao medir a rejeição dos candidatos. Flávio Bolsonaro lidera o quesito: 48% dos eleitores afirmam que não votariam no parlamentar de jeito nenhum. O presidente Lula aparece tecnicamente empatado na margem de erro, com 46% de recusa por parte dos entrevistados. Analistas apontam que esses números indicam um teto rígido para ambos os lados, transformando a conquista dos eleitores indecisos e dos nomes minoritários no principal campo de batalha dos próximos meses.
Cenários de segundo turno
Nas projeções feitas para um eventual segundo turno, Lula mantém a dianteira em todas as simulações testadas pelo instituto. Em um confronto direto contra Flávio Bolsonaro, o petista vence por 48% a 43%. Contra Ronaldo Caiado, o placar simulado aponta 47% a 40% a favor do atual mandatário. Já em um embate contra Romeu Zema, Lula registra 48% frente a 40% do candidato do Novo.
A pesquisa presencial ouviu 2.004 eleitores em todo o país. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. O estudo está oficialmente registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o protocolo BR-01166/2026.

