Empate técnico: mesmo com a máquina na mão, Raquel Lyra não decola frente a João Campos, mostra pesquisa IPESPE
Redação
28/07/2026 02:08
, atualizado 28/07/2026 02:25
A nova rodada da pesquisa Folha/IPESPE, divulgada nesta terça-feira, consolida um cenário de absoluto equilíbrio na disputa antecipada pelo governo de Pernambuco. Mesmo contando com o controle da máquina pública e os holofotes do Palácio do Campo das Princesas, a governadora Raquel Lyra (PSD) não consegue abrir vantagem e aparece em empate técnico com o ex-prefeito do Recife, João Campos (PSB).
No principal cenário estimulado de primeiro turno, a atual gestora soma 46% das intenções de voto, enquanto o socialista alcança 44%.
Como a margem de erro do levantamento é de 3,2 pontos percentuais para mais ou para menos, os dois principais nomes da política pernambucana estão rigidamente emparelhados.
O resultado liga o sinal de alerta no núcleo governista. Historicamente, o comando do Estado confere ao incumbente uma musculatura política e uma visibilidade institucional capazes de criar tração nas pesquisas. Contudo, o que se observa em Pernambuco é uma estabilização das forças, mostrando que a força da máquina estadual, isoladamente, ainda não foi suficiente para fazer Raquel descolar de seu principal rival.
O detalhamento geográfico dos dados ajuda a explicar o travamento da disputa. A pesquisa Folha/IPESPE expõe um estado profundamente dividido. Raquel Lyra mantém o seu favoritismo e lidera com folga no Interior, onde concentra 56% das intenções de voto contra 39% do adversário. Por outro lado, João Campos dá o troco na Capital, impulsionado pelo recall de sua gestão no Recife, onde lidera com 53% contra apenas 30% da governadora.
O ex-prefeito também mantém a dianteira na periferia, registrando 51% contra 35% da pessedista.
A paridade de forças atinge o ápice nas simulações de segundo turno. Em um confronto direto, Raquel Lyra registra 47% e João Campos aparece com 45%. A rigidez desses números projeta uma das campanhas mais acirradas da história recente de Pernambuco, com os dois lados precisando recalcular rotas para conquistar o eleitorado remanescente e romper a atual barreira da polarização.
A pesquisa realizou 1.000 entrevistas presenciais entre os dias 22 e 25 de julho de 2026. O levantamento possui nível de confiança de 95,45% e está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob os protocolos BR08707/2026 e PE-00297/2026.

