Brasil rebaixa relações com a Argentina após ataques de Milei
Redação
05/08/2026 11:17
A diplomacia entre Brasília e Buenos Aires vive o seu momento mais crítico em décadas. Em uma decisão drástica, o governo brasileiro determinou o rebaixamento das relações diplomáticas com a Argentina para o nível de encarregado de negócios. A medida esvazia a representação oficial entre os dois principais parceiros do Mercosul e reflete o esgotamento do diálogo no Palácio do Planalto.
Como desfecho prático da crise, o embaixador brasileiro na Argentina, Julio Bitelli, permanecerá em Brasília por tempo indeterminado. Paralelamente, o Itamaraty convocou o embaixador argentino no Brasil, Daniel Raimondi, e solicitou formalmente o seu retorno definitivo a Buenos Aires. O posto brasileiro na capital argentina agora fica sob a chefia temporária do ministro-conselheiro Eduardo Uziel.
O estopim da crise
A gota d’água para a ruptura institucional foram as sucessivas declarações públicas do presidente argentino, Javier Milei. Em uma agenda política recente em São Paulo, Milei desferiu ataques diretos ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, chamando-o de “ladrão” e “corrupto”, além de proferir ofensas contra o ministro do STF, Alexandre de Moraes. Dias depois, o líder argentino subiu o tom em entrevistas locais, referindo-se a Lula como “ex-presidiário”.
A gota d’água para a ruptura institucional foram as sucessivas declarações públicas do presidente argentino, Javier Milei. Em uma agenda política recente em São Paulo, Milei desferiu ataques diretos ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, chamando-o de “ladrão” e “corrupto”, além de proferir ofensas contra o ministro do STF, Alexandre de Moraes. Dias depois, o líder argentino subiu o tom em entrevistas locais, referindo-se a Lula como “ex-presidiário”.
Para o Ministério das Relações Exteriores do Brasil, as falas cruzaram a linha da tolerância diplomática e feriram a liturgia do cargo.
Respostas e isolamento
Embora Raimondi não tenha sido declarado persona non grata (o que configuraria uma expulsão formal), o recado de Brasília foi claro: não há clima para a manutenção de embaixadores. Em nota, a chancelaria argentina lamentou o recuo brasileiro e rebateu as medidas, alegando que a decisão foi tomada por “motivos puramente ideológicos” e que a postura isola o Brasil na região.
Embora Raimondi não tenha sido declarado persona non grata (o que configuraria uma expulsão formal), o recado de Brasília foi claro: não há clima para a manutenção de embaixadores. Em nota, a chancelaria argentina lamentou o recuo brasileiro e rebateu as medidas, alegando que a decisão foi tomada por “motivos puramente ideológicos” e que a postura isola o Brasil na região.
Especialistas alertam que, embora o comércio bilateral e os acordos técnicos continuem funcionando por vias burocráticas, o congelamento político congela também grandes negociações estratégicas e enfraquece o bloco sul-americano no cenário global.

