Brasil reduz dependência dos EUA e fortalece comércio com a Ásia, afirma ex-economista do Brics
O Brasil vem diminuindo sua dependência econômica dos Estados Unidos diante do avanço das relações comerciais com países asiáticos, principalmente a China, segundo avaliação do economista e ex-presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Marcos Troyjo.
Em análise sobre o cenário internacional, Troyjo afirmou que a participação norte-americana na economia brasileira perdeu espaço nas últimas décadas, enquanto a Ásia ganhou protagonismo como principal parceira comercial do país. A mudança ocorre principalmente pelo crescimento das exportações brasileiras de commodities, como minério de ferro, petróleo e produtos agrícolas, que encontram forte demanda nos mercados asiáticos.
Segundo o economista, a diversificação das relações comerciais representa uma transformação estrutural na economia brasileira, que passou a depender menos de um único parceiro internacional. A China, atualmente, ocupa posição de destaque como maior comprador de produtos brasileiros. Troyjo também destacou que o cenário global está passando por uma reorganização das cadeias produtivas, com países buscando novos mercados e fornecedores diante das disputas comerciais entre grandes potências.
Apesar da redução relativa da participação dos Estados Unidos, o país ainda permanece como um dos principais parceiros econômicos do Brasil, especialmente em investimentos, tecnologia e produtos industrializados. Para o ex-presidente do BNDES, o desafio brasileiro é aproveitar esse novo equilíbrio internacional para ampliar sua competitividade e agregar mais valor às exportações, evitando depender apenas da venda de matérias-primas.

