Lula terá de reverter votos para reduzir vantagem de Flávio Bolsonaro no 2º turno
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva terá três semanas para tentar reverter a vantagem de Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno da eleição presidencial. O senador terminou a primeira etapa da disputa à frente, com cerca de 47% dos votos válidos, enquanto Lula ficou próximo de 45%.
Para mudar o cenário, a campanha petista terá de enfrentar diferentes desafios. Entre eles estão aumentar a participação dos eleitores que não compareceram às urnas, conquistar parte dos votos destinados aos candidatos eliminados e melhorar o desempenho em estados estratégicos, principalmente São Paulo e Minas Gerais.
A abstenção também chama atenção. Cerca de 21% dos eleitores não votaram no primeiro turno, enquanto brancos e nulos representaram outra parcela significativa. Especialistas avaliam que mobilizar esse eleitorado pode ser decisivo para uma eventual virada.
Outro ponto de preocupação é a transferência de votos. Candidatos que ficaram fora do segundo turno, especialmente nomes identificados com a direita, podem favorecer Flávio. Lula terá de tentar atrair parte desse eleitorado e, ao mesmo tempo, manter mobilizada sua base tradicional.
São Paulo e Minas Gerais aparecem como prioridades. Flávio ampliou sua vantagem nesses estados em relação à disputa de 2022, aumentando o peso dos dois maiores colégios eleitorais do país para a definição do resultado.
No Nordeste, principal região eleitoral de Lula, a estratégia será preservar sua liderança e recuperar parte dos votos perdidos em relação à eleição anterior.
Além da disputa regional, a campanha deverá reformular sua comunicação para alcançar eleitores que ainda não estão convencidos. Com uma diferença superior a 2 milhões de votos, Lula precisará combinar mobilização, transferência de votos e mudança de estratégia para tentar chegar à frente em 25 de outubro.

